Ausência de fazer
Triste que minha poesia só seja desgraça
Talvez eu nem mesmo seja poeta
Só um ser confuso que somente faça
Os sentimentos encarnarem na caneta.
Melhor, eu sou um grande enganador
Plagiando o poeta, um fingidor
Mas sem ser poeta, eu simplesmente sou
Alguém que abstrai a dor.
É um sofrer causado porque quero
Mas eu só quero porque sou controlado
Por alguém que desconheço a face, um mero
Ser que do plágio fora plagiado.
É triste ver que não há liberdade
Então, lembrar-me que sou humano
E o mal provém da humanidade
Ah, que deus me perdoe, mais...
Às vezes anseio o fim à continuidade
Do que viver em um mundo tão insano
E ser julgado por ser tão diferente
Do que é tão comum a tantos humanos
Me é proibido dizer a verdade
E sou punido se me expressar
Meus hábitos são meras vaidades
Que por eles devo largar
E esquecer o que me torna eu
A minha essência devo abdicar
Para adorados por eles ser. Não sou eu
Que irei mais um UM, nesta vida me tornar.
E para não enlouquecer e seguir vivendo
Mesmo com desgraças e sofrimento
Dou vida ao que penso apesar de não querendo
Gritando todo meu sofrer ao pobre vento.
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