quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ab extrair a razão

Ab extrair a razão.

Que imensurado desgosto agora sinto
Os risos alegres já não trazem sorrisos.
Olhar a natureza e preencher-se de esperança
Mas ver que a vida, hoje, é puro instinto,
Causa um enorme desgosto me ver essa dança.

Que frustração é essa que me abraça?
Olho o homem e vejo só desgraça
E há quem clame a racionalidade!
Se isso é razão, eu não tenho humanidade.

E se o homem fosse feliz mais selvagem?
Tanto pensar é caminho a estragar;
Descobrir o óbvio faz procurar o louco
E ser razão é somente imagem
Do que o homem não é capaz de ser e mais um pouco.

E se o instinto fosse hoje necessário,
Para fazer o homem não ser seu próprio adversário
E somente a humanidade reinar neste país profano,
Neste planeta de tantos humanos desumanos?

Olhar ao lado e ver somente três ou dois
Só tais pessoas em meio a tantas muitas
E são as únicas a quem vejo salvação
Que não deixaram o caráter para depois
Para primeiro pensar na mais lúdica abstração.

É um grande drama reduzir a quase nada
Se há bastantes que são bons em cada
Função. E é com dor, então, que profetizo
Que a razão levará o homem a longe de seu juízo!


M. Augusto Canto

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