O caminho não era de flores selvagens
Nem de aroma perfumado desse campo ilustre
Que sentes, e vê
A roupa era de fragância "quero mais"
Combinando com a perfeição de nascer
O sorriso era estampado na vida
Tão belo era o ato de ser
Formosidade entre as meias linhas
Fazendo de você necessidade minha
Nos shows de todas as cidades
Não havia se quer o seu nome
Procurei eu por outras cidades
Nevava quando eu sua presença sentia
Coisa de agente apaixonada
Talvez apenas simpatia
Que as divindidades por minha pessoa
Colecionavam
Olhos tão brilhantes quanto meu braço
Sua presença é essencial a mim
Tanto quanto meu baço
Nem tanto quanto meu rim
Mas o fio que liga nossos corações
Feito por uma singela aranha
Nada mais faz que na voz de minha garganta
Arranha.
E meu grito ecoa por todo o mundo
Nos shows que agora ficam na cidade
Há seu nome colado, pintado e rasgado
Vandalizaram minha nobre cidade
Sua boca quando junto a minha
Só em sonho.
Mas felicidade que não se esvazia
Devaneio esse que me deixa risonho
É o som das máquinas ao fundo
Indicando homens trabalhando duro
Eu aqui, sem produzir, me sentindo um
Vagabundo.
Suas viceras tão lindas e formosas
Com sua saliva dengosa
Fazem eu esquecer toda utilidade presente
Fazendo-me um ser humano vivente
E como penso nas improbabilidades existentes
Se é viver para amar ou amar para viver.
Nenhum comentário:
Postar um comentário