domingo, 10 de outubro de 2010

Carta de um desesperado ou sorte na felicidade

Hei de tentar falar agora, desespero total. Vulgaridade lucida minha, pois ora, devo mesmo fazer tanta pressão? A liberdade é caracteristica essencial de todo nós, então, livre é ela para saber, se quer a você, Marcus, ou não. Pois aqui estou como a manifestação da decadência, Ernest.


Sentir a ti, mesmo que de longe
Ou por vibrações tão distantes
-Telefone-
Ou ir mais ainda, e apenas ler
Tudo que se expresa e me dizem as letras
Sobre ti
Tudo isso é satisfatório
Quando estou nesse mundo ilusório
De amar, de amar você

Sei que praguejo que amar é sofrer
Mas hei de confessar que só de pensar 
Que você existe, raia um sorriso imenso e sincero
É drama
E essa alegria trasncede a tristeza
E persiste

Isso que sinto não exige ter
Exige ficar perto e sentir
E aproveitar
Porque isso se chama amar
Não!
Vai além, por que causa dor
E causa prazer
Não é material
Nem espiritual
É algo do Ser

A noite e o dia não são nada
Tornei-me atemporal
Estou além dos limites
Fico fora do bem e do mal
Agora, quando penso em letras para escrever
É em você que penso quando penso nas vinte e seis
Sacudo o cerebro para arejar
Mas o seu vento é denso
Efêmero. É isso que chamam o que sinto
É o corrego de minha razão se esvaindo
São meus musculos queimando com o fogo
E todo meu resto, que resta, amargando
Em uma infatilidade bruta, que dói, e ri
E sorri, porque lembro de seu nome
Que não passam de reles palavras
Que a mim, hoje e sempre, tem um total
Magnifico siginificado: Me remetem a você

E quando durmo, aflito, penso
Esvazio a mente do que posso
E fico. Fechar os olhos, os olhos avisam
Que ainda amo, e amo
Rogo, rezo, mato e dou vida
O impossivel é somente te ter
O resto se torna vulgar, ordinário
Diante da minha vontade, que passa
Que passa os limites sofridos a mim
E vira alegria, como já disse.
Porque se visses meu sentimento
Veria que sou um vulcão
Pronto para explodir
E chorar e sorrir.

Falei muito de mim
De ti, princesa, rainha, abelha
Não há que falar
Perdoe-me por viajar nos clichês
Mas não encontro palavras
Para lhe elogiar
Não palavras que ultrapassem a ordinariedade
E supram a necessidade
De serem tão grandiosas, como é
Como a enxergo
Pois a de convir que tudo
Tudo que se refere a você
No minimo deve ser de mesmo nível
Por isso e muito mais, não  vejo
Nem procuro
Algum adjetivo, que a sua pessoa
Seja de todo plausivel

E finalmente, antes que lhe canse
- Isso se você ler-
Deixe-me resumir
E que resumo!
Porque a colera de amar 
Vem esguiando-se
Como a serpente
E agora derrepente
Não tomo rumo
Sento e vejo tudo passar
Quase tudo, porque tudo que sinto
E vejo, e vivo
Continuam lá.

Por mim, milagroso fim, enfim.
Ainda que eu continue nesse Epopéia
Nessa Iliada, nessa Odisséia
E sofra a ira de deuses, demonios e gênios
Nada mudará para mais ou para menos
O fato de que apesar de ter um pouco de mim amputado a cada dia
Sou feliz, mesmo chorando, amando você
Isso me dá muita, muita alegria.


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