sábado, 25 de setembro de 2010

Drama de bela jovem

É tão duro decidir entre morrer
E viver
É tão aspero sentar e saber
Que amanhã pode ser fim
Ou que pode ser mais
Ou qualquer coisa assim

Nada me dá mais forças
Se não a clareza da incertaza de saber que
Esqueço a natureza e suas ramificações
Vejo a vida como pura sorte
Nascer assim entre tantas aberrações
Não é jogo facil

Escolher entre aceitar ou negar
Escolhas me fazem confundir
E sem saber dinstuiguir, eu choro
Mas não um choro qualquer
Um choro de saber que não posso saber
Porque a incapacidade me dá vontade
Muita vontade
De vomitar

Oh jovem vida
Porque dou a ti tanto sentido?
E elevo sua formosidade a tal santidade?
Faço de mim seu amigo
Esperando sua frutifera generosidade
Há tanto trabalho para lhe glorificar
Mas no final, sua irmã, sua inimiga antônima
Leva tudo consigo
E deixa a mim sem nada

Oh morte, malvada e vil
Mulher de bravos e hostis guerreiros
Cravo de minha rosa tão insegura
Para alguns roda da fortuna
Outros a estrada da amargura
Porque deixa tua irmã,vida, tão sozinha?

São bombas explodindo nessa antitese que se vive
É pura discordia causada sem sentido ou direção
É o fim do mundo previsto mas de outro modo
Angustia que aflinge meus orgãos
Meus pensamentos inexistentes
E meus fios de cabelo arrepiados
Santa complexidade que faz tudo nada simples
Com um toque de ouro magico
Reverter tudo poderia
E deixar tudo mais incoerente
Decidir entre viver e morrer
Chutar o balde da sorte.

Um comentário:

  1. Esse é um lindo poema. Adorei. Se não se importa gostaria de perguntar, esse poema foi inspirada em um amor?

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