Corre vento pelado de seus instintos
Foge adorno de minha sala de não-estar
Corrompe as veias dos passaros e serpentes
Abre os dentes deste leão que és um cão
Morre a mim efemero amigo
Que nunca fora quem deveria ser
Sou eu, o mago e o rato
Corre luz que pisca as claras
E dente que ilumina as rasas aguas
Que dentre tamanha seca
Fazem sertão tudo que tenho
Amar é improvavel em tal estado
Estado eu nessa perdição.
Conto em suspense meus pobres contos
E faço canto dos meus ricos versos
Encontro o que não tenho em todo canto
Mas nunca sei se pegar é o mais correto
Morre a vida que morre o fim
Tudo bem, também não é assim
Voa cobra bendita, santa de minha paz
Alcanço os carceres de minha altivez
Sou cego ou mudo?
Tenho é surdez.
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