quarta-feira, 7 de julho de 2010

Um dia perguntei a um senhor por que ele continuava tentando pedir dinheiro na rua, se quase ninguém dava a ele. Ele me respondeu que ainda acreditava na bondande das pessoas. Depois vi em uma reportagem que perguntava a um assassino por que ele matou todas aquelas pessoas, e ele disse por que no mundo viviam pessoas boas. Ai eu decidi me questionar, por que não faço coisas boas? Por que não ajudo pessoas boas? Eu sou uma boa pessoa?


Diante de todo o mundo me pergunto
Não respondo se quer o que pensei
Perguntei se eu sou digno de tudo
Perguntei se alguma coisa eu sei

Olhei o velho jogado na calçada
Barba branca e alma lavada
De cara limpa pedindo dinheiro
Com seu rosto sujo, acomodado no boeiro

Olhei a criança brincando ciranda
Rindo da dor, do tombo que levou
Parei e pensei, se eu podia ser assim
Desse jeito, alegria sem fim

Lembrei do velho, com seu sorriso medonho
Pedindo dinheiro, dizendo não ser do demonio
Lavando a calçada com sua barba seca
Fazendo a vida, sem ter sua mesa
E a criança ao lado, olhando para ele
Fazendo cara feia, desprezo na certa
Me perguntei de modo solene
É a atitude correta?
E a felicidade da criança, era mera esperança
De achar que não conhece já conhecendo
Tudo é uma farsa
Uma farsa bem montanda
Que agora está acontecendo.

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