Triste vento publicou opaco o meu verdadeiro ser
Pena minha de penas largas e penas curtas que não voei
Meu reflexo mal feito à margens de um rio de aguas turvas se dissipou
Ficou sozinho meu outro eu, esperando a barca da morte chegar e levar
Fiquei sozinho no espaço ambiguo de minha mente olhando a frente ele andar
Tristes pombos que não voaram e me esperaram a caminhar
Os decepcionei
Olho no dia, espera sagaz e assiste nas letras, vê as nuvens e as borboletas
Deixa o ouvido preso ao minusculo espaço para ouvir os fatos que não decifrou
Manda a mensagem, o espirito não aguentou
O espelho quebrado é só um sinal, dizendo que nada é bem ou mal
Deixa cair a propria vida em prol da vida que não viveu
Olhos dos peixes que não pularam
Os matou
Consegue de fato meu outro ser eu sem deixar rastros de que não sou?
Pensa ele comigo se somos amigos sendo eu ele e ele eu da mesma forma?
Deixo que ele viva a vida em meu lugar, meu outro meu, meu outro amar
Espera na sacada da janela a vinda da vitória, cheirosa e permufada com canções
Guerreiros temidos, cruéis com seus horriveis lampiões, não faz diferença
Imponente meu outro eu, fraco sou eu
É a norma.
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