domingo, 7 de novembro de 2010

Cícero Sincero

Sincero Cícero de nome aspero nas viceras
Das viceras das viceras dos nomes sem
Dos sem poder, dos sem real, dos sem o tal
Dos sem viceras, tais Ciceros lá de Belém

Corre na veia o sangue desalmado e sem valor
Dos valores morais da moralidade imoral
Da questão de qual raça é melhor
O homem ou o porco? É essa a questão racial

Dos tetos dos sem tetos que de teto só os netos
Só os netos podem mesmo capinar
Pois o velhos, que de velhos só a vontade
Esses mesmos que só podem humanizar

E os Cíceros sem as viceras tão sinceras?
Que não comem, nem no escuro nem às velas
Nem o sangue, nem a saliva os saciam
Ficam esquecidos no vazio.

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