Sincero Cícero de nome aspero nas viceras
Das viceras das viceras dos nomes sem
Dos sem poder, dos sem real, dos sem o tal
Dos sem viceras, tais Ciceros lá de Belém
Corre na veia o sangue desalmado e sem valor
Dos valores morais da moralidade imoral
Da questão de qual raça é melhor
O homem ou o porco? É essa a questão racial
Dos tetos dos sem tetos que de teto só os netos
Só os netos podem mesmo capinar
Pois o velhos, que de velhos só a vontade
Esses mesmos que só podem humanizar
E os Cíceros sem as viceras tão sinceras?
Que não comem, nem no escuro nem às velas
Nem o sangue, nem a saliva os saciam
Ficam esquecidos no vazio.
A poesia escreve o poeta. O poeta se deixa ser escrito. No final, não há distinção entre a obra e o ser. Há o Uno.
domingo, 7 de novembro de 2010
Desnomeado
Vide a vida de que não vive e passa a vida se revezando
E reza a reza de quem não reza, estão rezando
Cite os contos de quem não conta e deixa atrás suas maravilhas
E torna-se tão solitário que quando lobo, abandona sua matilha
E preze os vivos de tortas visões sobre seu destino
Que acaba sempre da mesma forma, sem distinção
Que o pesar da vida alheia é tão amigo quanto um leão
E a ordináriedade da vida, se torna frágil, um vidro
E há que preze os prezados sem saudades
Mero infortuno da vida, devaneios sem piedades
E os robustos reais sem realeza, onde estão?
Comendo suas surreais propostas sem sentido
Vendendo nos mercados e nas vidas seus artigos
Sobre o que fora, o que são e o que serão
E saúde os saudosos que não deixam lembranças
Que de velhos não passaram e nem foram crianças
Cante os cantos de quem só canta suas mazelas
Deixando que os próprios loucos sem razão cante elas
Eles querem é mesmo se distanciar
O que a vida não juntou nem juntará
Os belos de tão feios que belos são
E a arte, de viver e existir se juntarão
Sopre o vento que de vento não nos supre
E o rio que ao dono já pertence
E os cantos e contos dos vivos cegos
São meros sonhos de quem não vence.
E reza a reza de quem não reza, estão rezando
Cite os contos de quem não conta e deixa atrás suas maravilhas
E torna-se tão solitário que quando lobo, abandona sua matilha
E preze os vivos de tortas visões sobre seu destino
Que acaba sempre da mesma forma, sem distinção
Que o pesar da vida alheia é tão amigo quanto um leão
E a ordináriedade da vida, se torna frágil, um vidro
E há que preze os prezados sem saudades
Mero infortuno da vida, devaneios sem piedades
E os robustos reais sem realeza, onde estão?
Comendo suas surreais propostas sem sentido
Vendendo nos mercados e nas vidas seus artigos
Sobre o que fora, o que são e o que serão
E saúde os saudosos que não deixam lembranças
Que de velhos não passaram e nem foram crianças
Cante os cantos de quem só canta suas mazelas
Deixando que os próprios loucos sem razão cante elas
Eles querem é mesmo se distanciar
O que a vida não juntou nem juntará
Os belos de tão feios que belos são
E a arte, de viver e existir se juntarão
Sopre o vento que de vento não nos supre
E o rio que ao dono já pertence
E os cantos e contos dos vivos cegos
São meros sonhos de quem não vence.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
"Uma única frase quase mudou minha vida. Uma única fase mudou minha vida. Uma única vida para mudar minha vida. Um outra vida para completá-la. Um amor para amar a mim somente. Um amar para ter amor novamente. Uma única olhada para lembrar enternamente. Que o amor bem amado é amor somente. Um passo para o próximo passo e mais dois passos. Um compasso e um circulo de proteção. Com três passos transbordo a borda de compressão. Deixando o amor aberto para os que virão."
M. A. Lacerda
É com esse poema que inicio o post.
Você nunca ouviu falar em miséria. Nem sabe como funciona o ódio. Você só ama o amor que é impróprio, que não existe e é bem decaido. Você não conhece a vida. Eu afirmo isso com toda certeza que me permite afirmar. Você não conhece as mazelas e as descrenças desse mundo. Não sabe das coisas, vê o SEU mundo. E cai na sua panela de coisas ideais, fazendo de conta que vive nos contos de natal. Essa é sua vida, essa sua vida banal. Você não conhece o bom nem o ruim, só acha que a vida pode desviar você do caminho. Sem saber que o caminho é feito por seus pés.
[ Não terminei tal post, não terminarei. Não sei, ainda estou vivo]
M. A. Lacerda
É com esse poema que inicio o post.
Você nunca ouviu falar em miséria. Nem sabe como funciona o ódio. Você só ama o amor que é impróprio, que não existe e é bem decaido. Você não conhece a vida. Eu afirmo isso com toda certeza que me permite afirmar. Você não conhece as mazelas e as descrenças desse mundo. Não sabe das coisas, vê o SEU mundo. E cai na sua panela de coisas ideais, fazendo de conta que vive nos contos de natal. Essa é sua vida, essa sua vida banal. Você não conhece o bom nem o ruim, só acha que a vida pode desviar você do caminho. Sem saber que o caminho é feito por seus pés.
[ Não terminei tal post, não terminarei. Não sei, ainda estou vivo]
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